Criança sorridente com o dedo levantado. No fundo, um desenho que representa um cérebro colorido com engrenagens, cercado por outras engrenagens.

O que significa ser neuroatípico? Compreensão, respeito e inclusão para crianças

Dez 30, 2025
13mins

Descubra o que é ser neuroatípico, conheça as condições relacionadas e saiba como promover respeito e inclusão no desenvolvimento infantil.

Neste artigo, vamos explicar tudo que você precisa saber sobre neuroatípicos, pessoas com funcionamento neurológico e psiquiátrico considerados pela sociedade como atípicos ou fora do comum.

Aqui, você vai encontrar as respostas para diversas perguntas, como: o que é uma pessoa neuroatípica, como saber se uma criança é neuroatípica e quais são os transtornos e síndromes são considerados neurodivergentes.

Vamos explicar também quais são os primeiros sinais que a criança neuroatípica apresenta e quais os caminhos para o tratamento, e aumento da qualidade de vida de crianças neurodivergentes.

O que é um neuroatípico?

Neuroatípico ou neuroatípica é a pessoa que tem desenvolvimento cognitivo ou neurológico diferente do que se considera “padrão”, ou seja, apenas não é igual ao da maioria das pessoas.

Normalmente, é utilizado por pessoas que têm alguma condição de saúde mental que interfere no funcionamento do cérebro, afetando também o desenvolvimento na maioria dos casos.

O termo neuroatípico vem da união de neuro + atípico e, embora não seja um termo oficial, é muito usado, inclusive por alguns médicos. A popularização do termo neuroatípico pode ter vindo pelo aumento da conscientização e da aceitação da grande diversidade neurológica que existe, principalmente nas últimas décadas.

Atualmente, existem mais estudos e mais informações e acesso sobre transtornos neurológicos e muitos mitos foram quebrados sobre a neurodiversidade.

Veja também: Neurodesenvolvimento infantil nos primeiros meses de vida

Qual a diferença entre neurodivergente e neuroatípico?

Pessoas neurotípicas, ou neurologicamente típicas, são indivíduos que não apresentam alterações no seu desenvolvimento neurológico, comportamental ou psiquiátrico. Ou seja, são pessoas que não têm nenhum tipo de neurodivergência.

Neurodivergentes são pessoas que possuem uma condição neurológica que afeta seu funcionamento cognitivo, comportamental ou emocional de uma forma diferente do que é considerado neurotípico ou normal pela sociedade.

Crianças neuroatípicas são neurodivergentes, porque apresentam alguma condição neurológica ou psiquiátrica que a maioria das outras crianças não tem, como TEA, TDAH, TAG, TAB, entre outros.

Quem tem TDAH é neuroatípico?

Sim, quem tem Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é considerado neuroatípico. Isso porque o termo "neuroatípico" se refere a pessoas cujo desenvolvimento neurológico é diferente do padrão considerado típico pela sociedade.

O TDAH é um transtorno neurobiológico que afeta a atenção, a impulsividade e a hiperatividade, refletindo um funcionamento neurológico distinto.

Pessoas com TDAH têm um jeito único de perceber e interagir com o mundo, o que as coloca dentro do grupo neuroatípico, junto com outras condições que também fogem do padrão neurotípico.

Quais são os transtornos neuroatípicos?

Os transtornos neuroatípicos reúnem diversas condições que apresentam variações no funcionamento neurológico e cognitivo, sendo algumas delas:

  • Transtorno do Espectro Autista (TEA): caracteriza-se por dificuldades na comunicação, na interação social e comportamentos repetitivos;
  • TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade): envolve desatenção, impulsividade e hiperatividade;
  • Dislexia e outros transtornos de aprendizagem: que afetam a forma como a leitura e a escrita são processadas;
  • Transtornos de ansiedade e alguns transtornos psiquiátricos como o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB);
  • Síndrome de Tourette: com tiques motores e vocais involuntários.

Essas condições, entre outras, são exemplos de neurodiversidade, que representam a riqueza da variedade humana no modo como pensamos, sentimos e aprendemos.

Neurodivergente x Neuroatípico x Neurodiverso

Neurodiverso e neurodiversidade representam as diferentes características que cada um de nós tem em nossas formas de compreender, ver e interagir com o mundo, de desenvolver nossa cognição e sentir os estímulos ou sentimentos.

É uma variação biológica infinita e nenhuma pessoa da nossa espécie é totalmente igual ou se desenvolve da mesma forma. Para explicar melhor, separamos definições resumidas dos termos neuroatípicos com exemplos:

Minidicionário da neurodiversidade

  • Neurodiversidade - termo que representa a infinita possibilidade de diferenças neurológicas existentes. Também utilizado para lembrar que cada pessoa é única. Exemplo: é preciso conscientizar sobre a neurodiversidade nas escolas.
  • Neurodiverso - representa o mesmo que a neurodiversidade. Exemplo: somos uma espécie neurodiversa.
  • Neurodivergente - é a pessoa que apresenta funcionamento e comportamentos neurocognitivos diferentes do que a sociedade acredita serem típicos. Podemos usar o termo também para transtornos que podem se apresentar de diferentes formas em cada pessoa. Exemplo: minha filha tem bipolaridade, que é considerado um transtorno neurodivergente.
  • Neuroatípico - termo que representa a pessoa que tem seu desenvolvimento neuropsiquiátrico diferente do considerado comum pela sociedade. Exemplo: eu sou um papai neuroatípico, porque eu tenho TDAH.
  • Neurotípico - são as pessoas cujo desenvolvimento neurológico se dá conforme o que é típico (comum) para a sociedade. Para a Medicina, são as pessoas sem transtornos neurológicos ou neuropsiquiátricos. Exemplo: é importante que as pessoas neurotípicas também entendam sobre transtornos neurológicos.

Veja também: Terapia ABA para crianças: transformando desafios em conquistas

Quais os sinais de uma criança neuroatípica?

Os sinais de alerta para uma criança ser considerada neuroatípica podem variar dependendo do tipo de transtorno neurológico envolvido. No entanto, alguns sinais comuns podem incluir:

  • Dificuldades de comunicação, como atraso na fala, falta de resposta ao nome, problemas para entender conversas ou expressar ideias;
  • Dificuldades sociais, como evitar contato visual, não responder a sorrisos ou outras expressões faciais, não brincar com outras crianças ou não compreender as regras sociais;
  • Comportamentos repetitivos, como balançar o corpo, girar objetos, alinhar brinquedos ou insistir em rotinas específicas;
  • Sensibilidades sensoriais, como não tolerar certos sons, texturas ou luzes, ou ter reações extremas a estímulos sensoriais;
  • Problemas de atenção, como dificuldade em se concentrar, esquecer tarefas ou distrair-se facilmente;
  • Comportamentos hiperativos e impulsivos, como agitação excessiva, movimentos incessantes ou falar excessivamente.

Se um ou mais destes sinais estiverem presentes, é importante que os pais ou cuidadores procurem a avaliação de um especialista, como um pediatra ou um neurologista infantil.

Quais são as características de um bebê neuroatípico?

Quando falamos de um bebê neuroatípico, os sinais são especialmente notados por meio de atraso na aprendizagem e nos marcos de desenvolvimento.

O tempo para começar a responder ao nome, rolar, engatinhar, caminhar, falar, pode variar muito de criança para criança. É importante observar e fazer sempre o acompanhamento médico, e respeitar o tempo do bebê.

Mas se a mamãe, o papai ou os cuidadores perceberem atrasos no desenvolvimento do bebê e o pediatra considerar que o atraso está maior que o esperado, é recomendado consultar com um especialista, seja pediatra ou neurologista infantil.

Quais as dificuldades que autistas podem ter em se comunicar com neurotípicos?

  • Dificuldade em olhar nos olhos;
  • Dificuldade em reconhecer expressões faciais e tom de voz;
  • Dificuldade em entender metáforas e figuras de linguagem;
  • Medo de ofender a outra pessoa com a sua fala;
  • Dificuldade em falar sobre assuntos que não são do seu interesse;
  • Hiperfoco: medo de falar sobre o mesmo assunto por muito tempo;
  • Hipersensibilidade a sons, luzes, texturas, cheiros;
  • Dificuldade com a linguagem verbal;
  • Dificuldade em perceber perigos e comportamentos de risco.
  • Se a pessoa autista demonstrar ter uma ou mais características como estas, pode ser desafiador para ela manter a comunicação.

Como melhorar a comunicação entre autistas e neurotípicos?

  1. Quando você for falar com a pessoa, mantenha sua cabeça na altura da cabeça dela. Peça que ela olhe em seus olhos, para que ela seja estimulada a fazer contato visual e a identificar as suas expressões faciais e linguagem corporal, enquanto você fala.
  2. Pergunte. Não tenha medo de falar abertamente que não sabe se a pessoa gosta de conversar ou não, se ela permite ser abraçada ou não, ou se algo que você fez incomodou. Esta também é uma forma válida de aprender.
  3. Incentive que o autista faça qualquer pergunta a seu respeito, assim, o aprendizado passa a ser para as duas pessoas. Diga a ele, de forma clara, que ele não precisa ter medo de falar ou fazer algo de errado, e que se tiver dúvidas, pode perguntar. Lembre-se que relações e laços também são aprendidos.
  4. Evite metáforas, expressões e palavras com duplo sentido. Ao invés de dizer: “Você está gato!” Diga: “Você está lindo!” Muitos autistas tendem a fazer interpretações de forma literal. Então, se você diz que “você está gato”, ele pode não entender que a sua intenção é elogiar a beleza dele, e dificulta a comunicação.
  5. Caso a pessoa neuroatípica não demonstre interesse ou aparente desdém sobre um assunto que você está falando, tente trocar de assunto para manter a comunicação. Não se ofenda, ela pode ter dificuldades em demonstrar interesse ou conversar sobre determinados assuntos.
  6. Para conversas eficientes com autistas, evite lugares com muitos barulhos, luzes que oscilam ou são muito fortes. A hipersensibilidade aos estímulos do ambiente é um sintoma muito comum em neuroatípicos.
  7. Muitos neuroatípicos são Autistas Não Verbais. Mas isso não quer dizer que não se comuniquem. Podem se comunicar por meio da escrita, de músicas, até mesmo por celulares e outros dispositivos. Incentive usando a linguagem que ele se sente mais confortável, mas não abra mão de continuar verbalizando, se esta for a sua linguagem principal.
  8. Por pressões sociais, existem muitos neuroatípicos que praticam o chamado masking, ato em que mascaram os comportamentos. É muito importante que as pessoas típicas deixem claro que o autista não precisa mascarar estes comportamentos, uma vez que fazem parte da sua forma de comunicação, e devem ser aceitos sempre. O masking pode trazer muito sofrimento e grandes prejuízos para a saúde mental, principalmente em crianças, adolescentes e jovens adultos.
  9. Caso perceba que a pessoa com autismo está em uma situação de perigo ou está apresentando comportamentos de risco, alerte ela de forma clara e calma. Muitos autistas têm dificuldade em diferenciar situações seguras de situações como estas.

Veja também: Neuropediatra: quando buscar essa especialidade médica

Dicas de comunicação para criança autista não verbal

  • Use cartões com desenhos e palavras para se comunicar;
  • É possível usar músicas e vídeos também. Caso ela tenha sensibilidade auditiva, mostre vídeos sem o áudio;
  • Faça perguntas claras que tenham respostas objetivas. Ex.: “Você quer maçã? Responda com a cabeça: sim ou não.”;
  • Opte por frases curtas e mais literais possíveis. Ex.: Pegar mochila, Ana;
  • Não deixe de falar com a criança, mesmo que ela não responda verbalmente. Ver a mamãe e o papai falando é um grande estímulo.

É fundamental que as crianças neuroatípicas recebam o apoio e os recursos necessários para ajudá-las a enfrentar os desafios e a aproveitar ao máximo suas habilidades e potenciais únicos.

Isso pode incluir terapia ocupacional, terapia da fala, terapia comportamental, medicação, suporte educacional especializado e muito mais.

O mais importante é que as crianças neuroatípicas sejam valorizadas e incluídas na sociedade, de forma a permitir que elas tenham uma vida plena e significativa.

Veja também: Educação neurocompatível: saiba o que é e como usar na criação do seu filho

Quais terapias podem ser usadas para a criança neuroatípica?

Mulher adulta sentada no chão, sorrindo e interagindo com uma menina em um ambiente com brinquedos e estantes.

Uma das perguntas mais recorrentes de mamães e papais de crianças atípicas é a respeito das terapias e intervenções.

Os caminhos de terapia para uma criança neuroatípica dependem do tipo de transtorno neurológico envolvido e das necessidades específicas da criança. No entanto, alguns dos caminhos de tratamento mais comuns incluem:

  • Intervenção precoce: quanto mais cedo o tratamento começar, melhores serão as chances de sucesso. A intervenção precoce pode incluir terapia comportamental, terapia ocupacional, fonoaudiologia e outras formas de terapia;
  • Terapia comportamental: a terapia comportamental pode ajudar a criança a aprender habilidades sociais, a lidar com emoções, a reduzir comportamentos problemáticos e a desenvolver habilidades de comunicação;
  • Terapia ocupacional: a terapia ocupacional pode ajudar a criança a desenvolver habilidades motoras, a melhorar a coordenação, a aumentar a independência e a desenvolver habilidades para a vida diária;
  • Fonoaudiologia: a fonoaudiologia pode ajudar a criança a desenvolver habilidades de comunicação, a melhorar a fala, a linguagem e a compreensão;
  • Medicamentos: em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para ajudar a gerenciar sintomas como hiperatividade, impulsividade, ansiedade ou agressão.
  • Apoio escolar: as escolas podem fornecer apoio adicional, como salas de aula especiais, terapia ocupacional ou fonoaudiologia, recursos educacionais adicionais e adaptações para acomodar as necessidades da criança;
  • Apoio familiar: a família pode receber treinamento para ajudar a gerenciar o comportamento da criança em casa, a lidar com o estresse e a se comunicar de maneira mais eficaz com a criança.

É importante lembrar que o tratamento deve ser adaptado às necessidades específicas da criança e pode exigir uma abordagem multidisciplinar envolvendo diferentes profissionais de saúde e educação.

Com o tratamento adequado e o apoio contínuo, as crianças neuroatípicas podem atingir seu potencial máximo e ter uma vida feliz e saudável.

Perguntas frequentes sobre neurodiversidade

Quem tem TDAH é Neuroatípico?

Sim, portadores do TDAH são considerados neuroatípicos. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurológico que afeta a atenção, a impulsividade e a hiperatividade.

As crianças com TDAH podem ter dificuldades em se concentrar em uma tarefa, seguir instruções e controlar seus impulsos”.

Quem tem ansiedade é Neuroatípico?

É preciso entender qual a diferença de ansiedade para transtorno de ansiedade. A ansiedade pode ser sentida por qualquer pessoa. É uma forma que o cérebro encontra para reagir diante de alguma situação que cause desconforto, dúvida, medo ou até expectativa.

Neste caso, uma pessoa que costuma sentir ansiedade de forma isolada, apenas como uma resposta a um estímulo do ambiente, pode não ser neuroatípico.

A pessoa que sofre com TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), e que tem este diagnóstico emitido por um médico especialista, pode ser considerada neuroatípica. Existem outros diagnósticos de ansiedade que também são considerados neurodivergentes:

  • Transtorno de Pânico;
  • Agorafobia;
  • Transtorno de Ansiedade Social ou fobia social;
  • Outras fobias específicas.

Quem tem depressão é neuroatípico?

Da mesma forma que a ansiedade, o que chamamos de depressão pode ser um sintoma ou um transtorno. A depressão como sintoma pode vir de um acontecimento ruim, de causas ambientais ou até mesmo de deficiências vitamínicas, de algo fisiológico.

Uma pessoa que se sente deprimida ou está em depressão, não necessariamente possui diagnóstico de algum transtorno depressivo. Alguns dos transtornos depressivos são:

  • Transtorno depressivo maior (depressão maior);
  • Transtorno depressivo persistente (distimia);
  • Transtorno depressivo específico ou inespecífico;
  • Transtorno disfórico pré-menstrual;
  • Transtorno depressivo decorrente de outra condição médica;
  • Transtorno depressivo induzido por substância/medicação.

Então, a pessoa que possui o diagnóstico de algum transtorno depressivo é considerada uma pessoa neurodivergente. Isso porque a sua condição neuropsicológica é diferente do que é tido como predominante pela sociedade.

Quem tem bipolaridade é considerado neuroatípico?

Quem tem bipolaridade é considerado, sim, neuroatípico, pois o conceito engloba todo transtorno neuropsíquico. Porém, atualmente existe uma tendência ao uso de um outro termo, chamado de neurodivergente. Esse termo remete às formas/ maneiras variadas que alguns dos transtornos neuropsíquicos podem se apresentar.

Como entendemos antes, o termo “neurodivergente” pode se referir a diferentes formas de apresentação de um transtorno, síndrome ou alteração neuropsiquiátrica, que tenha diferentes impactos nas pessoas que possuem a mesma condição.

No caso do transtorno afetivo bipolar se levaria ao fato das variações encontradas entre a mania e a depressão. No "espectro autista" remeteria à variação de habilidades e desafios que uma pessoa com transtorno do espectro autista pode apresentar.

Como saber se sou neuroatípico ou neurodivergente?

Existem vários sinais que indicam que uma pessoa pode ser neuroatípica. Diversas condições são reconhecidas como neurodivergentes, e podem estar relacionadas com um ou mais fatores, como o humor, o desenvolvimento da linguagem, as sensações, o desenvolvimento de coordenação motora ou até o sono.

Esta é uma lista de diagnósticos neuroatípicos mais conhecidos:

  • TEA - Transtorno do Espectro Autista (Autismo);
  • TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • Síndrome de Asperger;
  • Síndrome de Tourette;
  • Síndrome de Rett;
  • Dislexia;
  • Dispraxia;
  • Epilepsia;
  • TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG);
  • TAB - Transtorno Bipolar;
  • Esquizofrenia.

É possível saber que você é neuroatípico, sabendo do seu histórico médico, e se já existe algum diagnóstico de alguma condição que seja considerada neurodivergente.

Mas lembre-se: apenas um médico pode fornecer os dados necessários para diagnosticar uma pessoa. Não é recomendado o autodiagnóstico. O ideal é consultar um especialista.

Promovendo respeito e inclusão

Promover o respeito e a inclusão é um passo fundamental para que todas as crianças, especialmente as neuroatípicas, se sintam acolhidas e valorizadas.

Cada criança tem um jeito único de enxergar o mundo, e reconhecer essas diferenças é cultivar a empatia, a compreensão e o amor no dia a dia.

Acreditamos que a inclusão começa com a escuta ativa, o acolhimento e a disponibilização de informações claras que ajudem a derrubar preconceitos e abrir portas para mais respeito e oportunidades para todos.

Apoio e recursos para famílias

Saber que não estão sozinhas faz toda a diferença para famílias que cuidam de crianças neuroatípicas.

Existem muitos apoios e recursos que podem ajudar no desenvolvimento e no bem-estar, desde terapias específicas, acompanhamento profissional, apoio escolar até grupos de convivência e troca de experiências.

Celebrando a singularidade e valorizando crianças neuroatípicas

É possível concluir que o essencial é entender que cada criança é única, independente de seus diagnósticos. Cada pessoa e cada criança pode ver o mundo de forma diferente, sentir de forma diferente, reagir de forma diferente e ter hábitos e costumes também diferentes.

Sabendo isso, fica muito mais fácil de compreender que, embora precisem de orientações de especialistas, existem outras condições que também exigem atendimentos com especialistas e cuidados com hábitos e rotinas.

Uma pessoa que tem alguma doença cardíaca precisa de cuidados com a alimentação, exames, consultas com cardiologista, entre outros cuidados específicos, incluindo muitas vezes mudanças nos hábitos e rotinas.

O mesmo acontece para os neuroatípicos. Eles precisarão de maior atenção em seu desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento social, e para lidar com eventuais crises.

Para aumentar a qualidade de vida da pessoa neuroatípica, é recomendado acompanhamento médico multidisciplinar, com neurologista, psicólogo, nutricionista, psiquiatra e fonoaudiólogo, preferencialmente especializados na idade atual da pessoa.

As dicas não substituem uma consulta médica. Consulte um profissional de saúde para obter orientações individualizadas.

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Narjane Jul 5, 2023