“Melhores fórmulas para bebês com refluxo?”: dúvida comum dos pais
É importante lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e, depois, a introdução de alimentos complementares nutricionalmente adequados e seguros, com continuidade do aleitamento materno até 2 anos ou mais.
Na impossibilidade da amamentação, fórmulas infantis podem ser indicadas por profissionais de saúde de forma individualizada e considerando o contexto familiar.
O que é o refluxo em bebês?
O refluxo gastroesofágico acontece quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, com ou sem saída pela boca. Em bebês, isso pode ocorrer porque o sistema digestivo ainda está em desenvolvimento.
A regurgitação, por sua vez, é a manifestação visível desse refluxo: quando uma pequena quantidade de leite volta pela boca, geralmente sem esforço. Ela é comum nos primeiros meses e, na maioria das vezes, tende a melhorar com o crescimento.
Se os episódios forem frequentes, intensos ou acompanhados de sinais como vômitos em jato, sangue, recusa alimentar, irritabilidade persistente, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou dificuldade para ganhar peso, procure orientação médica.
A alimentação de bebês com refluxo
Mesmo nas situações em que há confirmação de refluxo, a recomendação é pela manutenção do aleitamento materno.
Na impossibilidade da amamentação, é necessário que o profissional de saúde seja consultado para que, avaliando o contexto familiar, o padrão de alimentação da criança e o cenário de refluxo, verifique se há necessidade de utilizar ou de substituir a fórmula infantil.
Como conversar com o pediatra sobre a fórmula infantil?
Para as mães que estejam em aleitamento materno, a recomendação é a manutenção da amamentação – mesmo nos casos de refluxo. Na impossibilidade do aleitamento materno, a escolha da fórmula infantil deve sempre ser feita com orientação de um profissional de saúde. Antes de iniciar o uso de uma fórmula infantil ou de trocar uma fórmula já utilizada, o pediatra deverá observar os sintomas, a frequência das regurgitações, o volume aproximado, horários, ganho de peso e presença de outros sinais.
Com essas informações, o profissional poderá avaliar se a situação faz parte do desenvolvimento esperado ou se há necessidade de manejo nutricional específico.
Fatores a considerar
- Frequência do refluxo
- Idade do bebê
- Sintomas associados, como cólicas, gases ou irritação
- Evolução e bem-estar do bebê
O que mais você pode fazer para ajudar um bebê com refluxo?
Além do alimento oferecido ao bebê, alguns ajustes simples no dia a dia são importantes e contribuem para o bem-estar da criança:
- Alimentar o bebê ao primeiro sinal de fome
- Oferecer menores quantidades por vez, com mais frequência
- Evitar deitar o bebê logo após as mamadas
- Manter o bebê em posição mais vertical por 20 a 30 minutos depois da mamada
- Ajudar o bebê a arrotar após cada mamada
Lembre-se que o refluxo é comum nos primeiros meses e, com o tempo, deixa de ser frequente. Não se preocupe se o bebê regurgitar um pouco: o mais importante é que ele esteja bem e ganhando peso.
Com alguns cuidados e orientação médica adequada, essa fase pode ser mais tranquila para toda a família.
As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para orientações individualizadas.
Referências
Organización Panamericana de la Salud & Organización Mundial de la Salud (s.d). Lactancia materna y alimentación complementaria. PAHO. https://www.paho.org/es/temas/lactancia-materna-alimentacion-complementaria
Sociedad Española de Gastroenterología, Hepatología y Nutrición Pediátrica (2020). Reflujo gastroesofágico del lactante. SEGHNP. https://www.seghnp.org/index.php/familias/reflujo-gastroesofagico-del-lactante
Belkind-Gerson, J. (2 de agosto de 2021). Reflujo gastroesofágico en lactantes. Manual MSD Versión Para Profesionales. https://www.msdmanuals.com/es/professional/pediatr%C3%ADa/trastornos-gastrointestinales-en-reci%C3%A9n-nacidos-y-lactantes/reflujo-gastroesof%C3%A1gico-en-lactantes