Modelo anatômico colorido do útero, ovários e trompas de Falópio, segurado por uma mulher

Cisto de Naboth: o que é, causas, sintomas e quando buscar avaliação médica

Dez 23, 2025
7mins

Descubra o que é o cisto de Naboth, suas causas e sintomas. Saiba quando é importante procurar um médico e quando é uma condição benigna.

Desafios na cobertura vacinal contra o HPV no Brasil

Apesar dos avanços importantes na vacinação contra o HPV no Brasil, ainda enfrentamos desafios que dificultam a proteção total da população.

Um dos maiores obstáculos é a cobertura vacinal abaixo do ideal, especialmente entre os meninos, que está em torno de 67%, enquanto entre as meninas chega a 82%.

A baixa adesão pode ser resultado da desinformação, medo e resistência ao ato de vacinar, que ganharam força no período da pandemia e ainda persistem em parte da população.

Além disso, há dificuldades no acesso às doses, desigualdades regionais entre os muitos municípios brasileiros e a necessidade de completar todas as doses para garantir a eficácia da imunização.

O Brasil tem trabalhado para ampliar o acesso, incluindo a estratégia da dose única para adolescentes, o que facilita a vacinação e aumenta a cobertura. Também são feitas parcerias com instituições e movimentos sociais para combater a desinformação e fortalecer a confiança nas vacinas.

Quando e como tomar a vacina HPV nonavalente?

A vacina da HPV nonavalente é administrada em três doses, sendo a primeira aplicada em uma data escolhida, com uma segunda dose aplicada dois meses após a primeira e a terceira e última dose aplicada seis meses após a primeira aplicação.

Contraindicações da vacina

Listamos abaixo algumas contraindicações da vacina nonavalente contra HPV que devem ser levadas em consideração antes da vacinação:

  • Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da vacina;
  • Presença de reações adversas após doses anteriores;
  • Indivíduos com histórico de reações severas devem ser avaliados antes da vacinação;
  • Não é recomendada para mulheres grávidas, exceto sob orientação médica;
  • Não deve ser administrada em crianças menores de 9 anos.

Eficácia e segurança comprovadas

A vacina HPV nonavalente é uma aliada poderosa para proteger a saúde dos nossos filhos. Estudos recentes mostram que ela oferece até 90% de proteção contra o câncer de colo do útero, superando vacinas anteriores que protegiam cerca de 70%.

Além disso, ela previne outros tipos de câncer relacionados ao HPV, como os do pênis, ânus, vulva e orofaringe, garantindo uma proteção mais ampla e eficaz.

Desenvolvida com tecnologia avançada, a vacina é segura e não contém vírus ativo, ou seja, não causa a doença. Seu objetivo é estimular o sistema imunológico a criar defesas contra nove tipos diferentes de HPV, responsáveis pela maioria dos casos de câncer e verrugas genitais.

Para obter a máxima proteção, é importante que seja aplicada a quantidade correta de doses conforme a idade orientada pelo médico.

Veja também: Reação à vacina: o que esperar e como cuidar do seu filho

Importância da vacinação para a família e a comunidade

Vacinar é um gesto de carinho que vai muito além da proteção individual, é um cuidado que abraça toda a família e a comunidade.

Quando todos os membros estão vacinados, reduzimos o risco de transmissão de doenças dentro de casa, protegendo não só crianças e adultos, mas também aquelas pessoas que não podem receber a vacina por algum motivo de saúde.

Isso cria uma verdadeira barreira de proteção, chamada imunidade de rebanho, que ajuda a manter todos seguros e longe de doenças sérias.

Além disso, a vacinação em massa diminui a chance de surtos e epidemias, ajudando a manter os hospitais menos sobrecarregados e a saúde pública mais fortalecida.

Cada dose tomada ajuda a formar um ambiente mais saudável e seguro para todos, garantindo que nossas famílias cresçam livres de preocupações com doenças que podem ser prevenidas.

Investir na vacinação é investir no bem-estar coletivo, garantindo um futuro cheio de saúde, conquistas e momentos felizes juntos. É um cuidado que protege quem amamos e todo mundo ao redor.

Vacina HPV nonavalente: um passo essencial para a saúde e bem-estar

Ao longo desse texto, conhecemos mais a fundo sobre o vírus da HPV, também conhecido como Papilomavírus Humano, que em seus casos mais graves é capaz de desenvolver diversos tipos de câncer, tanto nos homens quanto nas mulheres.

Sendo transmitido majoritariamente através de relações sexuais ou contato direto com a pele ou mucosa infectadas, o HPV deve ser combatido desde cedo, antes mesmo do início das relações sexuais, sendo essencial a imunização de meninos e meninas através das vacinas.

Nesse ponto, a população conta com duas opções de vacinas contra a HPV, a quadrivalente que protege contra 4 subtipos do vírus e a nonavalente que combate até 9 subtipos do vírus.

Sendo recomendada para toda a população entre 9 e 45 anos de idade, a vacina atua na prevenção de câncer de colo do útero, vulva, vagina e ânus, além de garantir a prevenção de verrugas genitais e lesões pré-cancerosas.

Atualmente, apenas a vacina quadrivalente está disponível na rede pública de saúde, enquanto a nonavalente pode ser encontrada apenas na rede privada.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde especializado para receber orientações individualizadas.

Mulher em uma cadeira de exame ginecológico ou de ultrassom conversando com uma médica, com uma tela de ultrassom visível ao fundo.

O cisto de Naboth, na maioria das vezes, é uma condição tranquila e que não preocupa, mas é sempre importante ficar atenta ao seu corpo. Você deve procurar um ginecologista caso sinta algum sintoma diferente, como dor na região íntima, sangramento fora do período menstrual, desconforto durante as relações sexuais ou um corrimento que não desaparece.

Além disso, se durante um exame de rotina o médico identificar o cisto, ele poderá recomendar uma avaliação mais detalhada com ultrassom ou colposcopia para garantir que está tudo bem. Em casos raros, quando o cisto cresce muito ou causa sintomas incômodos, o médico pode indicar um tratamento simples para aliviar o desconforto.

Lembre-se: cuidar da saúde íntima com acompanhamento é a melhor forma de garantir que sua jornada seja sempre leve e segura, com todo o apoio que você merece.

Como é feito o tratamento?

Na maioria dos cistos de Naboth é autolimitada, ou seja, desaparecem por conta própria ao longo do tempo. No entanto, se os sintomas forem significativos, o médico pode recomendar opções de tratamento.

Isso pode envolver a drenagem dos cistos por meio de uma pequena incisão ou sua remoção completa através de procedimentos cirúrgicos.

Qual o remédio para cisto de Naboth?

Na maioria dos casos, o cisto de Naboth não precisa de remédio ou tratamento específico, pois ele é benigno e silencioso, não causando sintomas.

Quando não há infecção ou incômodo, o melhor mesmo é acompanhar com o ginecologista nas consultas de rotina, sem se preocupar demais. Se houver infecção associada, o médico poderá prescrever antibióticos para controlar a situação, mas isso é raro.

Como é retirado o cisto de Naboth?

Quando o cisto se torna grande, causa desconforto ou dificulta exames, o médico pode indicar procedimentos simples para sua remoção.

Entre as opções estão a drenagem com uma pequena incisão, a eletrocauterização (uso de corrente elétrica para eliminar o cisto), a crioterapia (tratamento com frio) ou, em casos pouco comuns, uma retirada cirúrgica.

Esses procedimentos são rápidos, geralmente feitos no consultório com anestesia local, e a recuperação costuma ser tranquila, sem necessidade de afastamento das atividades.

Possíveis complicações do cisto de Naboth

Não há complicações sérias. Na maioria dos casos os cistos de Naboth são benignos e raramente apresentam sintomas significativos. Contudo, podem crescer e se tornar dolorosos, afetando a qualidade de vida.

Além disso, seu tamanho pode interferir no ciclo menstrual, causando sangramentos irregulares. A infecção do cisto é outra possibilidade, caracterizada por sintomas como dor abdominal, febre e corrimento vaginal.

Importante destacar que esses cistos não afetam a fertilidade. Portanto, mulheres com essa condição podem conceber sem problemas.

Aproveite e descubra também o que é cisto de Bartholin, uma condição ginecológica que pode ter impacto na saúde e bem-estar das mulheres.

Quem tem cisto de Naboth consegue engravidar?

Sim! Como destacamos, o cisto de Naboth não interfere na fertilidade nem na capacidade de engravidar. Ele é uma formação benigna que acontece na superfície do colo do útero e não atrapalha a função reprodutiva da mulher.

Se você tem cisto de Naboth e está tentando ter um bebê, pode ficar tranquila: esse cisto não vai impedir sua gravidez. Claro que, em caso de dúvidas ou dificuldades para engravidar, o ideal é sempre procurar seu ginecologista para uma avaliação completa e segura.

A benignidade do cisto de Naboth

Os cistos de Naboth, apesar de comuns e geralmente inofensivos, podem gerar preocupações significativas.

No entanto, com um melhor entendimento sobre essa condição e acompanhamento médico adequado, é possível lidar com os cistos de Naboth de forma eficaz, proporcionando tranquilidade e garantindo a saúde ginecológica a longo prazo.

Continue sua jornada de conhecimento explorando outros artigos em nosso site! Aprofunde-se em temas relevantes à saúde feminina e enriqueça sua compreensão sobre condições ginecológicas com informações confiáveis e acessíveis.

As dicas não substituem uma consulta médica. Não deixe de consultar o seu profissional de saúde para obter orientações individualizadas.

Avaliações

2.2

13 avaliações

Classificação

  • 5 star
    2
  • 4 star
    1
  • 3 star
    1
  • 2 star
    2
  • 1 star
    7