Mãe cuidadosa aplicando protetor solar no rosto do filho ao ar livre em um dia ensolarado.

Câncer de pele na infância: guia para pais

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Câncer de pele na infância: guia para pais

Fev 23, 2026
6mins

Entenda o que é câncer de pele na infância, seus sinais, principais causas e como proteger seu filho desde cedo.

Falar sobre câncer de pele na infância pode dar um aperto no coração. Só de ler o nome já bate aquela vontade de proteger ainda mais quem a gente ama. A boa notícia é que informação de qualidade, atenção no dia a dia e hábitos simples de cuidado fazem toda a diferença, tanto na prevenção quanto no diagnóstico precoce.

Neste guia, preparado com carinho para mães, pais e cuidadores, vamos explicar o que é o câncer de pele, quais são os tipos mais comuns, sinais de alerta, fatores de risco e, principalmente, como cuidar da pele das crianças desde cedo.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é uma condição que acontece quando as células da pele passam a se multiplicar de forma descontrolada. Isso geralmente ocorre após danos no DNA dessas células, muitas vezes causados pela exposição excessiva ao sol sem proteção adequada.

Apesar de ser mais comum em adultos, o câncer de pele também pode afetar crianças, principalmente quando há exposição solar intensa e repetida desde cedo. A pele infantil é mais sensível, fina e vulnerável, o que reforça a importância dos cuidados diários.

Vale lembrar: nem toda manchinha ou pinta é câncer. A maioria das alterações na pele das crianças é benigna. Ainda assim, observar e acompanhar de perto é um gesto de amor e proteção.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Existem diferentes tipos de câncer de pele, e eles se comportam de formas distintas. Conhecer essas diferenças ajuda os pais a entenderem melhor os riscos e a importância do acompanhamento médico.

Carcinoma basocelular

É o tipo mais comum de câncer de pele. Cresce lentamente e raramente se espalha para outras partes do corpo. Em crianças, é raro, mas pode aparecer, especialmente em casos de exposição solar intensa ao longo da infância.

Carcinoma espinocelular

Também pouco frequente na infância, esse tipo costuma surgir em áreas da pele muito expostas ao sol. Pode ser um pouco mais agressivo que o basocelular, mas ainda assim tem altas chances de cura quando diagnosticado cedo.

Melanoma

O melanoma é o tipo mais raro em crianças, porém o mais sério. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Apesar de assustar, o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento eficaz.

Veja também: As infecções fúngicas comuns na pele dos bebês!

Principais causas e fatores de risco em crianças

Quando falamos em câncer de pele na infância, alguns fatores merecem atenção especial:

  • Exposição excessiva ao sol, principalmente sem protetor solar;
  • Queimaduras solares na infância, especialmente antes dos 10 anos;
  • Pele clara, olhos claros e cabelos loiros ou ruivos;
  • Histórico familiar de câncer de pele;
  • Presença de muitas pintas (nevos) no corpo;
  • Uso inadequado ou ausência de proteção solar no dia a dia.

A infância é uma fase decisiva. Estudos mostram que grande parte da exposição solar ao longo da vida acontece antes dos 18 anos. Por isso, criar hábitos de proteção desde cedo é um investimento em saúde para o futuro.

Como é o início do câncer de pele?

O início do câncer de pele costuma ser silencioso. Na maioria das vezes, não dói, não coça e não incomoda. É por isso que a observação atenta da pele da criança faz tanta diferença. Ele pode começar como:

  • Uma mancha nova;
  • Uma pinta que muda de tamanho, forma ou cor;
  • Uma feridinha que não cicatriza;
  • Uma área avermelhada e descamativa.

Nem sempre esses sinais indicam algo grave, mas merecem atenção. Quando algo foge do padrão da pele da criança, vale investigar.

Sinais e sintomas para observar na pele das crianças

Os pais são os maiores aliados da saúde infantil. Durante o banho, na troca de roupa ou naquele momento de carinho antes de dormir, observe a pele da criança com atenção. Fique de olho em:

  • Pintas assimétricas ou com bordas irregulares;
  • Mudança de cor em uma pinta existente;
  • Crescimento rápido de uma mancha;
  • Lesões que sangram, coçam ou formam crostas;
  • Feridas que não cicatrizam em algumas semanas;

Uma dica prática é usar a regra do ABCDE, adaptada para crianças:

  • A de assimetria;
  • B de bordas irregulares;
  • C de cores diferentes;
  • D de diâmetro maior que uma borracha de lápis;
  • E de evolução (mudanças ao longo do tempo).

Veja também: Câncer infantil e o diagnóstico precoce!

O câncer de pele é perigoso?

Essa é uma dúvida muito comum e totalmente compreensível. A resposta é: depende do tipo e do momento do diagnóstico.

A maioria dos cânceres de pele tem alta taxa de cura, especialmente quando identificados no início. O melanoma, por exemplo, pode ser mais agressivo, mas quando descoberto cedo, as chances de sucesso no tratamento são muito altas.

Por isso, mais do que medo, o que precisamos é informação, atenção e prevenção.

Por que o diagnóstico precoce é fundamental?

O diagnóstico precoce pode mudar completamente o desfecho da doença. Quando o câncer de pele é identificado logo no começo:

  • O tratamento costuma ser mais simples;
  • As chances de cura são maiores;
  • O impacto na rotina da criança é menor.

Consultas regulares com o pediatra e, quando indicado, com o dermatologista, ajudam a garantir esse cuidado contínuo. E lembre-se: ninguém conhece melhor a pele do seu filho do que você.

Quais as chances de cura do câncer de pele?

As chances de cura do câncer de pele são altíssimas, principalmente nos tipos mais comuns e quando o diagnóstico é precoce. Em muitos casos, o tratamento envolve apenas a remoção da lesão, com acompanhamento médico.

Mesmo no melanoma, que exige mais atenção, os avanços da medicina têm trazido resultados cada vez mais positivos. Isso reforça uma mensagem importante: informação salva vidas.

Mãe e criança pequena comendo melancia e bebendo água em uma cozinha iluminada e acolhedora.

Alimentação, hidratação e saúde da pele

Cuidar da pele vai muito além do protetor solar. A saúde da pele também começa de dentro para fora.

Uma alimentação equilibrada, rica em frutas e legumes; vitaminas antioxidantes (como A, C e E); minerais como zinco e selênio, contribui para a renovação celular e para a proteção natural da pele.

A hidratação também é essencial. Incentivar a criança a beber água ao longo do dia ajuda a manter a pele mais saudável e resistente.

Quando procurar ajuda médica

Procure um pediatra ou dermatologista se você notar:

  • Qualquer alteração suspeita na pele;
  • Pintas que mudam rapidamente;
  • Feridas que não cicatrizam;
  • Dúvidas sobre manchas ou sinais novos.

Não espere piorar. Na dúvida, consulte. O acompanhamento médico é sempre o melhor caminho.

Cuidar da pele é cuidar da vida

Cuidar da pele das crianças é um gesto diário de amor, atenção e prevenção. Protetor solar, roupas adequadas, sombra nos horários certos, alimentação equilibrada e, principalmente, olhar atento fazem toda a diferença.

Falar sobre câncer de pele na infância não é motivo para pânico, mas sim para conscientização. Quanto mais cedo criamos hábitos saudáveis, maiores são as chances de garantir um futuro com mais saúde e tranquilidade.

Quer continuar aprendendo sobre cuidados infantis, saúde e bem-estar em cada fase do crescimento? Explore os conteúdos do Nestlé FamilyNes e caminhe com a gente nessa jornada de cuidado, informação e carinho com quem mais importa: sua família.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para receber orientações individualizadas.

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