Um bebê recém-nascido chorando, com expressão de desconforto, enquanto está deitado sobre uma superfície acolchoada.

Doença da Membrana Hialina ou Síndrome do Desconforto Respiratório

Out 16, 2024
5mins

Vamos entender o que é a doença da membrana hialina, também conhecida como síndrome do desconforto respiratório!

A Doença da Membrana Hialina é uma condição respiratória grave, sendo mais comum em recém-nascidos, principalmente em casos de nascimento prematuro.Também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), essa doença costuma ser causada pela imaturidade dos pulmões, que resulta em dificuldade para respirar.No texto a seguir vamos nos aprofundar em explicar o que é a doença da membrana hialina, as principais causas da doença, assim como o seu diagnóstico, fatores de risco e formas de tratamento.Boa leitura!

O que é a Doença da Membrana Hialina?

A Doença da Membrana Hialina ou Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR, é uma condição que afeta principalmente os bebês recém-nascidos de casos prematuros, causando dificuldades respiratórias pela falta da substância chamada de surfactante pulmonar.Essa substância é importante para reduzir a tensão dos alvéolos respiratórios e permitir a expansão dos pulmões durante a respiração.A falta dessa substância afeta o sistema respiratório podendo gerar sintomas de dificuldade respiratória, cianose e baixa saturação de oxigênio, representando um risco grave para os recém-nascidos, exigindo uma intervenção médica o mais rápido possível.

Qual a faixa-etária mais atingida pela doença?

A Doença da Membrana Hialina afeta predominantemente recém-nascidos, sendo mais grave para bebês com idade gestacional inferior a 34 semanas e peso de nascimento inferior a 1000 gramas.Nesse sentido, a incidência da doença é inversamente proporcional à idade gestacional. Dados indicam que cerca de 50% dos bebês com idade gestacional entre 26 e 28 semanas desenvolvem a doença.

Primeiros sinais e sintomas da doença

Os primeiros sinais da Doença da Membrana Hialina costumam aparecer logo após o nascimento, sendo identificada pela dificuldade respiratória acentuada nos recém-nascidos.É comum que os bebês acometidos por essa condição apresentem uma respiração rápida e ruidosa, além da cianose, uma condição em que a pele adquire uma coloração azulada pela baixa oxigenação, e dificuldade para manter o bebê acordado.Sintomas como esses indicam que os pulmões do recém-nascido estão apresentando dificuldade ou incapacidade de se expandir da forma adequada na respiração, pela falta da substância que facilita esse movimento.

Como é feito o diagnóstico da doença?

Para realizar o diagnóstico correto da doença, os profissionais de saúde costumam avaliar sinais clínicos como respiração acelerada, rebaixamento do tórax e cianose, logo nas primeiras horas de vida.Para avaliar a oxigenação e ventilação adequada do organismo do recém-nascido, é utilizado um exame que mede o pH e as quantidades de oxigênio e dióxido de carbono no sangue.Também é realizada a radiografia de tórax para apontar o padrão de derrame alveolar e a presença de “vidro fosco”, típico dessa doença.Hemoculturas também podem ser solicitadas para excluir a possibilidade de infecções e investigar meningites supra desenvolvidas.

Fatores de risco da doença

A Doença da Membrana Hialina pode ser influenciada por alguns fatores de risco que vamos listar abaixo:

  • Prematuridade: geralmente os pulmões dos bebês prematuros não estão maduros para produzir a substância surfactante, levando ao desenvolvimento da doença.
  • Diabetes materna: pode causar alterações na maturação pulmonar do feto, aumentando a probabilidade de Síndrome do Desconforto Respiratório.
  • Sexo masculino: bebês do sexo masculino têm maior predisposição a complicações respiratórias.
  • Histórico de Síndrome do Desconforto Respiratório em irmãos: o fator genético pode elevar o risco para novos recém-nascidos.
  • Malformações torácicas: quadros como a hérnia diafragmática, podem comprometer a função pulmonar e aumentar a incidência da doença.
  • Cesárea programada: intervenções como a cesárea programada, especialmente antes da 39ª semana de gestação, podem aumentar o risco de incidência da doença, pelo impacto na maturação pulmonar.
  • Anoxia neonatal: a ausência de oxigênio nas células do recém-nascido agrava a doença, resultando em dificuldades respiratórias.

Complicações que a doença pode trazer

A Doença da Membrana Hialina pode trazer complicações diversas, como:

  • Hipoxemia: baixo nível de oxigênio no sangue que compromete o funcionamento dos órgãos e tecidos do corpo;
  • Atelectasia: quando uma parte do pulmão não se expande adequadamente;
  • Necessidade de ventilação mecânica;
  • Maior risco de infecções e lesões pulmonares.

Como acontece o tratamento?

O tratamento da Doença da Membrana Hialina envolve algumas abordagens muito importantes e emergenciais em alguns casos, como a administração de surfactante exógeno e a fisioterapia respiratória.Como já dissemos, o surfactante é a substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos, prevenindo o colapso pulmonar e melhorando a oxigenação.A administração dessa substância nos bebês prematuros é feita por uma intubação traqueal, visando estabilizar a função respiratória dos recém-nascidos.Por outro lado, a fisioterapia respiratória tem um papel muito importante no tratamento desses bebês, para ajudar a desobstruir as vias aéreas e facilitar a expiração, a ventilação e a troca gasosa.Em alguns casos, o tratamento pode acontecer também com a utilização de corticosteroides durante a gestação, especialmente nos casos de risco de parto prematuro, uma vez que esses medicamentos auxiliam na maturação pulmonar do feto e aceleram a produção de surfactante pelo pulmão do bebê.

Um bebê usando uma máscara de oxigênio, com um olhar curioso e as mãos levantadas em direção à máscara.

Conclusão

Nesse texto, buscamos nos aprofundar nos detalhes da Doença da Membrana Hialina, também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR).

Reconhecida como uma condição respiratória grave, a doença é mais comum em recém-nascidos, principalmente em casos de nascimento prematuro, sendo causada geralmente pela imaturidade dos pulmões.

Assim, a doença resulta em uma produção insuficiente de surfactante, uma substância importante para reduzir a tensão dos alvéolos respiratórios e permitir a expansão dos pulmões durante a respiração.

Bebês acometidos por essa condição, geralmente apresentam uma respiração rápida e ruidosa, cor de pele azulada pela baixa oxigenação e sono.

Com os primeiros sinais da Doença da Membrana Hialina aparecendo logo após o nascimento, o tratamento envolve abordagens como a administração de surfactante exógeno e a fisioterapia respiratória.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para receber orientações individualizadas.

Avaliações

5

3 avaliações

Classificação

  • 5 star
    3
  • 4 star
    0
  • 3 star
    0
  • 2 star
    0
  • 1 star
    0