Um menino loiro usando camiseta listrada segura um megafone vermelho e branco contra um fundo azul sólido.

Criança com dificuldades de fala: sinais e como estimular com brincadeiras

Escolar
Artigo

Criança com dificuldades de fala: sinais e como estimular com brincadeiras

Jan 31, 2026
5mins

Descubra sinais de atraso na fala em crianças e aprenda brincadeiras simples para estimular a linguagem. Dicas práticas para apoiar o desenvolvimento do seu filho.

Cada criança tem seu próprio tempo para crescer, aprender e se comunicar. Ainda assim, quando a fala demora a aparecer ou parece diferente do esperado, é natural que pais e cuidadores fiquem com dúvidas, inseguranças e até um pouco de ansiedade.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível estimular a linguagem de forma leve, divertida e respeitosa, principalmente por meio das brincadeiras e da convivência diária.

Neste conteúdo do Nestlé FamilyNes, vamos conversar com calma sobre crianças com dificuldades de fala, explicando o que pode estar por trás desse desafio, quais são os sinais de atenção em cada fase do desenvolvimento e como transformar momentos simples do dia a dia em oportunidades para incentivar a comunicação.

Quando a criança tem dificuldade na fala, o que pode ser?

A dificuldade na fala infantil pode ter diversas causas, e nem sempre indica um problema sério. Em muitos casos, trata-se apenas de uma variação natural do desenvolvimento. Entre os fatores mais comuns estão:

  • Ritmo individual de desenvolvimento: algumas crianças falam mais cedo, outras precisam de um pouco mais de tempo.
  • Pouco estímulo verbal no dia a dia.
  • Histórico familiar de atraso na fala.
  • Otites frequentes, que podem interferir na audição.
  • Dificuldades auditivas, mesmo que leves.
  • Questões emocionais, como timidez excessiva ou mudanças recentes na rotina.
  • Transtornos do desenvolvimento, como o transtorno do desenvolvimento da linguagem (TDL) ou o transtorno do espectro autista (TEA).

Por isso, ao falar em criança com dificuldades de fala, o mais importante é observar o conjunto do desenvolvimento, sem comparações exageradas com outras crianças.

 

Veja também: Sinais de desenvolvimento atípico em crianças

Em que idade é considerado atraso na fala?

Essa é uma das perguntas mais comuns entre famílias, e faz todo sentido. Afinal, existe uma expectativa natural em relação às primeiras palavras. De forma geral, os marcos de linguagem mais esperados são:

Até 12 meses: balbucios, sons variados, tentativa de imitar.

Entre 12 e 18 meses: primeiras palavras com significado.

Por volta dos 2 anos: combinação de duas palavras (“mamãe água”, “quer bola”).

Aos 3 anos: frases simples e compreensão maior do que é dito.

Considera-se atraso na fala quando a criança não atinge esses marcos, especialmente se:

  • Não fala nenhuma palavra até 18 meses.
  • Não combina palavras aos 2 anos.
  • Tem dificuldade de ser compreendida após os 3 anos.

Vale reforçar: atraso não é diagnóstico. É apenas um sinal de que vale observar mais de perto e, se necessário, buscar orientação profissional.

Como descrever uma criança que tem dificuldade na fala?

Uma criança com dificuldades de fala pode se comunicar de várias outras formas além da linguagem verbal. Muitas vezes, ela:

  • Usa gestos, apontando ou puxando o adulto pela mão.
  • Emite sons, mas não forma palavras claras.
  • Fica frustrada quando não é compreendida.
  • Prefere brincar sozinha ou em silêncio.
  • Entende comandos simples, mas não responde verbalmente.

É importante lembrar que dificuldade na fala não significa falta de inteligência ou de vontade de se comunicar. Pelo contrário: muitas crianças compreendem bem o que acontece ao redor, mas ainda não conseguem expressar tudo em palavras.

Sinais de atraso na fala em crianças

Uma fonoaudióloga realiza exercícios de articulação com uma criança com dificuldades de fala. Ambas aparecem de perfil, com a boca aberta, enquanto a profissional orienta suavemente o posicionamento do queixo da menina para ajudar na pronúncia correta.

Alguns sinais merecem atenção especial, principalmente quando aparecem em conjunto ou persistem ao longo do tempo. Observe se a criança:

  • Não reage a sons ou ao próprio nome.
  • Não tenta imitar sons ou palavras.
  • Fala muito pouco para a idade.
  • Usa sempre as mesmas palavras ou sons.
  • Tem dificuldade de articular palavras simples.
  • Não demonstra interesse em se comunicar.

Esses sinais não devem gerar alarme imediato, mas funcionam como alertas para observar com mais cuidado e conversar com o pediatra.

Veja também: Como estimular o bebê a falar?

Sinais comuns por faixa etária

Cada fase da infância traz desafios e conquistas diferentes. Veja alguns sinais de atenção conforme a idade:

Até 1 ano

  • Pouco ou nenhum balbucio.
  • Não responde a sons altos ou à voz dos pais.
  • Não tenta imitar expressões faciais ou sons.

De 1 a 2 anos

  • Não fala palavras simples.
  • Não aponta para objetos de interesse.
  • Usa apenas gestos para se comunicar.

De 2 a 3 anos

  • Não forma frases simples.
  • Vocabulário muito limitado.
  • Dificuldade para entender comandos simples.

A partir dos 3 anos

  • Fala difícil de entender.
  • Frases muito curtas ou desconectadas.
  • Pouca interação verbal com outras crianças.

Ao identificar esses sinais, o mais indicado é buscar orientação, sem culpa ou pressa.

Quando procurar ajuda profissional

Nem toda criança com dificuldades de fala precisará de acompanhamento especializado, mas alguns sinais indicam que é hora de procurar ajuda:

  • Quando o atraso persiste por vários meses.
  • Quando a criança demonstra frustração frequente ao tentar se comunicar.
  • Quando há regressão (a criança falava e parou).
  • Quando existem outros atrasos no desenvolvimento.

Os profissionais que costumam acompanhar esses casos são:

  • Pediatra, como primeiro ponto de orientação.
  • Fonoaudiólogo, especialista em linguagem e comunicação.
  • Otorrinolaringologista, para avaliar audição.
  • Psicólogo ou neuropediatra, se necessário.

Brincadeiras para estimular a linguagem

A melhor forma de estimular a fala é brincando, sem pressão e com muita conexão emocional. Confira algumas ideias simples e eficazes:

Brincadeiras com músicas e rimas: canções infantis, parlendas e músicas com gestos ajudam a criança a perceber sons, ritmo e palavras.

Leitura compartilhada: ler livros infantis, apontar figuras e nomear objetos estimula o vocabulário e a atenção.

Brincar de faz de conta: bonecos, panelinhas e carrinhos criam oportunidades naturais para diálogos e narrativas.

Jogos de imitação: imitar sons de animais, veículos ou expressões faciais é ótimo para desenvolver a articulação.

Nomear o cotidiano: falar sobre o que está acontecendo (“agora vamos lavar as mãos”, “olha o cachorro”) ajuda a criança a associar palavras e ações.

O segredo está em repetir, falar com clareza e dar tempo para a criança responder, mesmo que seja com gestos ou sons.

Veja também: Quando a criança começa a falar?

Dicas práticas para pais e cuidadores

No dia a dia, pequenas atitudes fazem grande diferença para a criança com dificuldades de fala:

  • Fale devagar e com frases curtas.
  • Olhe nos olhos ao conversar.
  • Evite antecipar tudo o que a criança quer, dê espaço para ela tentar se expressar.
  • Valorize qualquer tentativa de comunicação.
  • Evite comparações com outras crianças.
  • Reduza o tempo de telas e priorize interações reais.

Lembre-se: a linguagem nasce da relação, do afeto e da presença. Conviver com uma criança com dificuldades de fala pode trazer dúvidas, mas também é uma oportunidade de fortalecer vínculos e descobrir novas formas de se comunicar. Cada palavra, gesto ou som é um passo importante no desenvolvimento.

Com atenção aos sinais, estímulos adequados e, quando necessário, apoio profissional, a criança pode evoluir de forma positiva e confiante.

No Nestlé FamilyNes, você encontra conteúdos confiáveis, acolhedores e pensados para apoiar cada fase do crescimento infantil. Continue explorando nossos artigos e descubra como transformar os desafios do dia a dia em momentos de aprendizado, conexão e cuidado para toda a família.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para receber orientações individualizadas.

Avaliações

0

0 avaliações

Classificação

  • 5 star
    0
  • 4 star
    0
  • 3 star
    0
  • 2 star
    0
  • 1 star
    0