Criança pequena sentada à mesa e bebendo leite de um copo de vidro transparente. A foto tem foco no menino e no copo.

APLV tem cura? Saiba como apoiar seu filho no desenvolvimento da tolerância

Jan 6, 2026
7mins

Entenda se a APLV tem cura e saiba como o organismo do seu filho pode aprender a tolerar a proteína do leite com o tempo.

Baby and Me
Revisado pela equipe científica da Nestlé

A equipe científica da Nestlé é formada por nutricionistas especializados em nutrição materno-infantil, com sólida formação técnica e anos de experiência em prática clínica.

Ser pai ou mãe é uma jornada cheia de descobertas, desafios e muito amor. Quando o diagnóstico de APLV, alergia à proteína do leite de vaca, aparece, é normal surgir aquela dúvida importante: será que a APLV tem cura?

Aqui na Nestlé FamilyNes, queremos acompanhar você com informação segura e cheia de esperança. A boa notícia é que, para a maioria das crianças, o organismo pode desenvolver tolerância com o tempo, e essa fase difícil pode, sim, ser superada.

Vamos juntos entender melhor como isso acontece e como cuidar do seu pequeno nesse caminho, com todo carinho e cuidado que ele merece.

O que é a APLV?

A APLV, que significa alergia à proteína do leite de vaca, é uma reação exagerada do sistema imunológico do bebê ao identificar as proteínas do leite como algo perigoso para o corpo. Isso faz com que o organismo da criança reaja com sintomas desconfortáveis e, às vezes, até sérios.

Diferente da intolerância à lactose, que é a dificuldade de digerir o açúcar do leite, a APLV envolve o sistema de defesa do corpo e precisa de cuidados especiais. Essa alergia é bastante comum nos primeiros meses e anos de vida, e é importante aprender a identificar para garantir o melhor cuidado aos pequenos, sempre com muito carinho e atenção.

Principais sintomas e diagnóstico da APLV

A APLV pode ser difícil de identificar, pois os sintomas variam muito de bebê para bebê e podem aparecer logo após o contato com o leite de vaca ou até dias depois. Os sinais mais comuns envolvem a pele, o sistema digestivo e o respiratório.

Entre eles, destacam-se manchas vermelhas e coceira na pele, vômitos, diarreia, cólicas intensas, chiado no peito, tosse e irritabilidade. Em casos graves, a criança pode apresentar dificuldade para respirar, o que exige atenção médica imediata.

Para o diagnóstico, é fundamental o acompanhamento pediátrico especializado. Não há um exame único que confirme a APLV, por isso o médico analisa o histórico dos sintomas, a evolução do bebê e pode indicar a dieta de exclusão, para avaliar se os sintomas desaparecerão após se retirar o leite de vaca e derivados da dieta, com posterior reintrodução controlada no teste de provocação oral, que ajuda a confirmar a alergia de forma segura..

O cuidado e a observação são essenciais para garantir que o diagnóstico seja correto e que o tratamento comece o quanto antes, para o bem-estar do seu filho.

APLV tem cura?

Sim, a boa notícia é que a APLV costuma ter cura na maioria dos casos! A grande parte das crianças vai desenvolvendo tolerância ao longo dos primeiros anos de vida, geralmente até os 3 a 5 anos de idade. Isso significa que o organismo delas para de reagir às proteínas do leite de vaca, e os sintomas vão desaparecendo com o tempo.

Mas é importante lembrar que o caminho para essa melhora depende do acompanhamento médico e da exclusão total do leite e seus derivados da alimentação da criança durante o tratamento.

Em alguns casos mais graves, essa alergia pode durar mais tempo, mas o monitoramento feito por profissionais garante que o manejo seja seguro e eficiente. Aos poucos, em ambiente controlado, o leite pode ser reintroduzido para verificar se a alergia desapareceu, sempre com suporte médico.

Como acabar com a APLV?

Mãe sorridente alimentando sua filha pequena com uma colher.

O principal passo usualmente recomendado por profissionais de saúde é a exclusão total do leite de vaca e seus derivados da alimentação da criança, incluindo produtos que possam conter proteínas do leite escondidas, como bolos, sorvetes e queijos.

Quando a mãe amamenta, o profissional de saúde pode orientá-la a evitar o consumo de leite e derivados para proteger o bebê. Além disso, o médico pode recomendar a oferta de suplementos para garantir que o bebê receba todos os nutrientes que precisa para crescer forte e saudável.

Para os bebês que não estejam em aleitamento materno exclusivo , o pediatra poderá indicar dietas específicas para reduzir a incidência de reações alérgicas após o consumo.

Com esse cuidado, a APLV pode ser controlada até que o organismo da criança desenvolva tolerância à proteína do leite, o que normalmente ocorre nos primeiros anos de vida.

O que acontece se a pessoa não tratar a APLV?

Se a APLV não for tratada adequadamente, podem surgir várias complicações para a saúde da criança. Ela pode apresentar má absorção de nutrientes, perdas pelas regurgitações e vômitos, além de anemia e perda de peso.

A alimentação inadequada e o mal-estar causado pela alergia podem levar a atrasos no crescimento e no desenvolvimento, com riscos de desnutrição e fragilidade no sistema imunológico.

Além disso, reações alérgicas podem se agravar, provocando desde sintomas intensos na pele até dificuldades respiratórias sérias. Por isso, é fundamental seguir as orientações médicas para garantir o bem-estar e a saúde do seu filho.

Quanto tempo dura a APLV?

A duração da APLV varia de criança para criança, mas a boa notícia é que, na maioria dos casos, ela é temporária. Muitas crianças desenvolvem tolerância até o final do primeiro ano de vida, e em alguns casos, essa melhora pode se estender até os 3 ou 4 anos.

Reações rápidas mediadas por anticorpos podem durar mais tempo, mas com o tratamento correto o acompanhamento é tranquilo, e a reintrodução gradual dos alimentos é orientada pelo pediatra com segurança.

Cada criança tem seu ritmo, e o importante é o cuidado constante, com muito amor e paciência.

O papel do acompanhamento médico e da alimentação

Cuidar da APLV do seu filho é uma tarefa que exige atenção e acompanhamento constante, sempre com o suporte de médicos especialistas e nutricionistas.

O papel do pediatra é fundamental para diagnosticar corretamente a alergia e orientar a melhor dieta, garantindo que a criança receba todos os nutrientes necessários para crescer saudável e forte, mesmo com a exclusão do leite de vaca.

O profissional também guia a família durante todo o processo, desde a retirada dos alimentos que causam a reação até o momento seguro da reintrodução, adaptando o tratamento conforme a evolução do bebê.

A alimentação balanceada é um alicerce para o desenvolvimento adequado e o bem-estar da criança.

Veja também: HMOs: o que são oligossacarídeos do leite materno

Dicas para os pais durante essa jornada

Ser pai ou mãe de uma criança com APLV pode gerar muitas dúvidas e preocupações, mas algumas atitudes ajudam a tornar essa caminhada mais tranquila:

  1. Esteja sempre atento aos rótulos dos alimentos e evite produtos que contenham leite ou derivados dele;
  2. Mantenha uma comunicação aberta e frequente com o pediatra e nutricionista;
  3. Troque experiências com outras famílias para apoio emocional e dicas práticas;
  4. Tenha paciência, pois cada criança tem seu tempo para desenvolver a tolerância;
  5. Cuide também de você, pois o bem-estar dos cuidadores é essencial para o cuidado dos pequenos;
  6. Eduque a família e cuidadores sobre a alergia para evitar exposição acidental.

Quando e como reintroduzir a proteína do leite?

A reintrodução da proteína do leite de vaca deve ser feita somente com acompanhamento médico, no momento indicado para cada criança, que normalmente acontece após sinais claros de melhora e quando o pediatra julgar seguro.

Esse processo geralmente é feito aos poucos, com o teste de provocação oral, em ambiente controlado para evitar reações graves. A intenção é verificar se o organismo do bebê já conseguiu desenvolver a tão esperada tolerância, permitindo que ele volte a ter uma alimentação mais variada sem riscos.

Nunca faça essa reintrodução por conta própria, pois a segurança e a saúde do seu filho vêm sempre em primeiro lugar.

Cuidando com amor: acompanhando o caminho da APLV

A jornada com a APLV pode parecer desafiadora, mas com atenção, carinho e orientação profissional, é possível dar suporte ao seu filho para que ele desenvolva a tão esperada tolerância.

O acompanhamento médico é fundamental para garantir que a alimentação seja segura, nutritiva e adequada ao momento de cada criança. Além disso, contar com a ajuda de especialistas proporciona tranquilidade para os pais, que assim se sentem mais confiantes e preparados para cuidar de perto do bem-estar dos pequenos.

Lembre-se: cada passo dado com paciência e amor é um avanço na caminhada para superar a APLV. Esteja atento às necessidades da sua família, busque informação confiável e mantenha sempre um canal aberto com os profissionais de saúde.

A Nestlé FamilyNes está aqui para caminhar junto com você, oferecendo apoio e conhecimento para transformar essa fase em um aprendizado cheio de esperança e força para toda a família.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para receber orientações individualizadas.

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