Uma criança está segurando a área da barriga com uma das mãos, indicando dor ou desconforto abdominal. Um copo com um líquido que se assemelha ao leite está desfocado em primeiro plano sobre uma mesa.

Tratamento da APLV: como controlar a Alergia à Proteína do Leite de Vaca

Dez 15, 2025
6mins

Entenda o tratamento da APLV, a alergia à proteína do leite de vaca, e saiba a importância da dieta de exclusão e do acompanhamento médico para o cuidado do seu filho.

Cuidar de um filho com alergia à proteína do leite de vaca, conhecida como APLV, pode gerar muitas dúvidas e preocupações, mas aqui você vai encontrar apoio e informações claras para tornar essa jornada mais tranquila.

O tratamento da APLV é feito principalmente por meio da dieta de exclusão, que consiste em evitar qualquer alimento que contenha essa proteína, seja na alimentação do bebê ou da mãe, quando o aleitamento materno é exclusivo.

E não se preocupe, pois todo esse cuidado deve ser acompanhado de perto pelo seu médico, garantindo que seu pequeno receba a nutrição adequada e que os sintomas sejam controlados.

Com o acompanhamento certo, a APLV pode ser controlada, e cada etapa do cuidado traz mais confiança para você e sua família.

O que é a APLV?

A APLV, que significa alergia à proteína do leite de vaca, é uma resposta do sistema imunológico do seu filho que reage de forma exagerada às proteínas presentes no leite de vaca.

Diferente da intolerância à lactose, que afeta a digestão do açúcar do leite, na APLV o corpo entende essas proteínas como invasores e pode causar sintomas que deixam os pequenos incomodados.

É importante saber que essa condição acomete crianças nos primeiros anos de vida, mas com cuidado e orientação, pode ser bem controlada para que seu filho se desenvolva feliz e saudável.

Sintomas mais comuns e como diferenciar de outras condições

Os sinais da APLV podem aparecer de diferentes maneiras, acometendo uma variedade de órgãos e sistemas, como coceiras e vermelhidão na pele, mas também podem causar desconfortos na barriguinha, como vômitos, diarreia e cólicas, e até sintomas respiratórios, como tosse e chiado no peito.

Um ponto importante é que esses sintomas podem ser parecidos com os de outras situações, como refluxo, resfriados ou intolerância alimentar.

Por isso, observar quando os sintomas aparecem, principalmente após o contato com o leite de vaca, é essencial para diferenciar e buscar ajuda adequada.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da APLV é feito com muito cuidado pelo pediatra, que vai analisar os sintomas e o histórico do seu filho junto com exames específicos. Um dos passos mais importantes é a dieta de exclusão, onde o leite de vaca e seus derivados são removidos da alimentação por um tempo para ver se os sintomas melhoram.

Em alguns casos, pode ser feito o teste de provocação oral, que deve ser acompanhado por um médico, para confirmar a alergia. Sempre conte com a orientação do profissional de saúde para garantir um diagnóstico seguro e o melhor tratamento para o seu bebê.

Qual o tratamento para quem tem APLV?

Tratar a APLV é uma jornada de cuidado e atenção, mas que traz muita segurança quando feita do jeito certo. O principal caminho é a exclusão completa do leite e seus derivados da alimentação da criança, para que o corpo possa descansar e não reagir mais ao que o incomoda.

Esse processo é acompanhado de perto pelo pediatra e, muitas vezes, com o apoio de um nutricionista, para garantir que seu filho tenha tudo o que precisa para crescer forte e saudável.

Qual a conduta para o tratamento da APLV?

A conduta para quem tem APLV começa pela identificação dos alimentos com leite e seus derivados e a eliminação total deles da dieta. Para bebês que ainda mamam no peito, a mãe precisa ajustar sua alimentação também, removendo esses ingredientes para proteger o seu pequeno através do leite materno.

Para os que já usam fórmulas, existem opções hipoalergênicas, recomendadas pelo médico, que ajudam a garantir a nutrição adequada. O acompanhamento médico é fundamental para avaliar a evolução e planejar o momento certo para reintroduzir alimentos, se possível.

Veja também: Você sabe a diferença entre fórmula de primeira infância e o leite de vaca?

Dieta de exclusão: o que é e por que é essencial

Um bebê sorridente, deitado em um fundo verde, segurando uma colher. Ele está cercado por várias frutas e vegetais e potes de papinhas de cores diversas, simbolizando a alimentação complementar e a variedade de alimentos livres de leite.

A dieta de exclusão é o coração do tratamento da APLV. Consiste em retirar completamente da alimentação todos os produtos que contenham proteína do leite de vaca.

Isso permite que o sistema imunológico da criança se acalme e o corpo pare de reagir com alergias e desconfortos. Seguir essa dieta à risca, mesmo com pequenas quantidades, é essencial para o sucesso do tratamento e para garantir o bem-estar do pequeno.

Alimentos que devem ser evitados

Na dieta de exclusão, é importante evitar o leite de vaca em todas as suas formas, incluindo:

  • Leite de vaca e derivados como queijos, iogurtes, manteiga e creme de leite
  • Produtos que contenham leite em pó ou soro de leite
  • Doces, bolos e alimentos industrializados que possam ter leite na composição

No caso de produtos industrializados, a leitura do rótulo é importante pois, nos casos em que o produto contém leite ou derivados, é indicado no campo de alergênicos.

Alternativas alimentares seguras para crianças com APLV

O leite de vaca contém nutrientes importantes como proteínas, gorduras, carboidratos, minerais, como o cálcio, entre outros. No entanto, outros alimentos na dieta podem fornecer esses nutrientes. Portanto, para garantir a nutrição adequada, é importante contar com a orientação de um nutricionista.

Para preparações ou receita com leite de vaca, existem opções com leite vegetal que podem ser substitutas. Porém, é importante lembrar que os leites vegetais tem um perfil nutricional diferente do leite de vaca, e não devem ser vistos como substitutos do leite de vaca da dieta, para evitar possíveis inadequações nutricionais.

Para bebês amamentados:

  • A amamentação é sempre estimulada, sendo a melhor nutrição possível, com a mãe mantendo a dieta de exclusão
  • Na impossibilidade do aleitamento materno, os profissionais de saúde podem indicar fórmulas infantis hipoalergênicas,

O que acontece se não tratar APLV no bebê?

Se a APLV não for tratada, seu bebê pode enfrentar consequências sérias que vão muito além do desconforto diário. A exposição contínua à proteína do leite pode causar reações graves, como vômitos, diarreia, cólicas intensas, e até problemas respiratórios.

Além disso, pode haver atraso no ganho de peso, crescimento comprometido e dificuldades no desenvolvimento. Em casos graves de alergia mediada por IgE, podem ocorrer quadros de anafilaxia, que são emergências médicas.

Por isso, seguir o tratamento corretamente é essencial para o bem-estar do seu pequeno.

Acompanhamento médico durante o tratamento

O acompanhamento médico é fundamental em cada etapa do tratamento da APLV. O pediatra vai monitorar os sintomas, orientar sobre a dieta de exclusão e avaliar como seu filho está crescendo e se desenvolvendo.

Também é importante fazer avaliações periódicas para verificar se a alergia está regredindo, e para isso, o médico pode solicitar testes específicos ou a reintrodução controlada de alimentos.

Esse cuidado próximo garante que o tratamento seja eficaz e que seu bebê receba toda a atenção que merece.

Cuidados e dicas para os pais

Para ajudar no tratamento do seu filho com APLV, aqui vão algumas dicas valiosas:

  1. Sempre leia os rótulos dos alimentos com atenção para evitar ingredientes que contenham leite ou derivados.
  2. Informe familiares, creche, escola e quem cuida do bebê sobre a alergia para evitar exposições acidentais.
  3. Mantenha contato regular com o pediatra para tirar dúvidas e ajustar o tratamento quando necessário.
  4. Cuide também do seu bem-estar: a jornada pode ser desafiadora, e contar com uma rede de apoio faz toda a diferença.

Cuidando com amor e responsabilidade

A APLV pode parecer um desafio no começo, mas com o tratamento adequado e acompanhamento médico, ela se torna uma condição controlável.

Seu filho pode crescer saudável, feliz e sem limitações alimentares desnecessárias. O segredo está no cuidado diário, no conhecimento das necessidades do seu pequeno e na parceria com profissionais que acompanham essa jornada de perto.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde para receber orientações individualizadas.

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